Sabe quando você acha que perdeu a graça, então fica sem graça, se sentindo uma desgraça? Pois é, essa rima foi péssima, só para vocês terem uma noção de como as coisas não vão nem um pouco bem. Atualmente, meu ego está mais fraco do que nunca e estou me sentindo angustiado, depressivo, triste e azarado, ou seja, o pior ser de todos os tempos (não é exagero). Todas essas sensações me fez lembrar de um grande filósofo alemão do século XIX: Arthur Schopenhauer.Vale a pena citar um trecho de seu texto, Do Sofrimento do Mundo, que me chamou muita atenção:
Se os homens vivessem no país das fadas, onde nada exigisse esforço e onde as perdizes voassem já assadas e recheadas ao alcance da mão, num país, onde cada um pudesse obter a sua amada sem dificuldade alguma, eles morreriam de tédio ou se enforcariam, outros despedaçar-se-iam entre si, causando-se maiores males que os impostos pela natureza.
Talvez ele tenha razão, o sofrimento não precisa ser necessariamente negativo, pois devido a sua existência, também se dá a existencia da felicidade. Se só existissem sensações positivas, seriam encaradas como trsiteza, pois buscaríamos o sofrimento para nos satisfazer. Muito complexo, não acham?
No século XVIII, o iluminista francês Voltaire, em sua obra Candido, faz crítica a filosofia de Liebniz, que defende motivos para não olharmos os problemas do mundo, já que as coisas podem ser muito boas se lutarmos por elas. Nessa obra, o protagonista Candido viajapor diversos lugares, e por buscar a felicidade, acaba se em encontrando em situações de tristeza, angústia, sofrimento, doença, torturas e problemas. Uma das viagens desse personagem é para a cidade de El Dorado, lugar fictício na América do Sul onde existe muito ouro e outras riquezas, mas nenhum habitante se importa com isso ou com qualquer ambição, busca de prazeres, felicidade e bem-estar. Por incrível que pareça, esse é o local mais feliz que nosso herói encontra.
Faz muito sentido, afinal quando lutamos por algo, torcemos e dedicamos o melhor possível, nada dá certo, as coisas não acontecem como queremos ou simplesmente não acontecem. Caso contrário, se não nos preocupamos nem um pouco com nada, tudo dá certo e as coisas acontecem de um jeito muito melhor do que poderíamos imaginar.
Ninguém melhor que Seu Jorge para falar disso, já que sua em música Mina do Condomínio, é retratado um amor platônico. Esse sentimento é o pior de todos, pois fazemos de tudo para mostrar qualidades pessoais à pessoa que admiramos, mas ela nem sabe que a gente existe ou então faz questão de pensar que não existe, pois não desperta um pingo de interesse a tal admirada. Preferiria eu que essas situações acontecessem apenas nos condomínios, mas elas atuam com grande freqüência principalmente em cidades de origem, cidades vizinhas, universidades, escolas, trabalho e até mesmo em festas. Apesar da música ser cliche, gostaria que prestassem atenção na letra dela, pois é a mais dura realidade de muitos de nós.

Já que estou com azar no amor, deveria estar com sorte no jogo, mas nem isso. Nos últimos dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, aconteceu em Rio Claro-SP o Interunesp, maior evento de jogos universitários do Brasil. Durante esse tão esperado e aclamdo evento, confesso que me diverti muito, mas representei muito mal minha universidade, pois fui eliminado na primeira partida de Tênis. Além do mais, alguns outros fatores desse Interunesp contribuíram para esse meu doentio mal-estar.
É melhor falar sobre o lado positivo de todas essas características negativas (raiva, trsiteza, depressão, falta de sorte, incompetência, etc).

Para todos aqueles que pensavam que a sorte era apenas o encontro da preparação com a oportunidade, o grande cineasta judeu Woody Allen em seu filme Match Point (2005), mostrou que as coisas não são bem assim. Durante essa obra cinematográfica, Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) toma atitudes sem pensar e acaba passando por situações doentias, sangrentas e extremamente problemáticas, mas devido a sua incompetencia de não realizar bem os seus planos, acaba tendo muita sorte e se livrando de grandes complicações.
Em Garden State (2004), o protagonista Andrew Largeman, interpretado pelo próprio diretor e roteirista Zach Braff, é um indivíduo muito complexo, pois desde a infância sofre por aspectos morais, medicinais, sociais, familiares, depressivos e sentimentais. Apesar dessas condições terem entortado toda sua vida, elas foram necessárias para que ele descobrisse que a felicidade pode ser encontrada em simples fatos, pessoas, lugares e ações.
Me lembro que por volta de 1997 e 1998, levava uma eternidade para passar da útlima fase do jogo de arcade Time Crisis. Terminar esse jogo levou um enorme período, e a impressão que dava, era que nunca ia acabar. Só espero que essa fase (triste, depressiva, azarada, angustiada, mal estar) da minha vida não seja igual a do jogo e não leve tanto tempo para acabar. Se por acaso demorar, espero que pior não possa ficar.
Enquanto fico esperando um milagre me tirar dessa situação, finalizo a postagem com a música Lucky Man (qur inonia esse título hein?) da banda inglesa The Verve, que diz mais ou menos o que estou sentindo.


5 comentários:
Que bom que você se deu um tempo, pelo menos para escrever.
Espero que os ventos mudem...
Beijo.
mano, eu entendendo suia situação.
Estou lotado de provas.
Estou ha quase um mes sem ver minha namorada.
Franca foi rebaixada para a segunda divisao no interunesp.
ahauhaua, mas a vida é assim mesmo cara. Se não tivesse essas merdas com o que eu iria me alegrar?
'Happiness, more or less,
It's just a change in me,
Something in my liberty...'
clap clap clap...
Depois dessa, não gostaria de tomar a direção do Lado Escuro da Vida? Não ando tão inspirado para escrever...
Bem, você conseguiu resumir bem o que é a vida. Uma coisa meio que paradoxal. Quando queremos, não conseguimos, ou se conseguimos, nos frustramos também por não sair como queremos. Se não queremos, temos e não damos valor. Só espero que toda essa melancolia e frustração só te alimentem a escrever. Assim como o Ninja escreveu ali, esse fim de ano tá sendo foda pra todo mundo. Mas vc consegue. E não se sinta mal, eu sempre dei valor mais às minhas derrotas do que às vitórias (e olha que a relação é totalmente desigual!), sentir-se um loser é ser algo que nem todos compreendem em seus mundos perfeitos. Só precisamos de uma 'midnight in a perfect world'. É escapista? É. Mas quer se foda. Se não podemos ter o prazer em sua forma real, que venha de outra forma, mesmo sendo imaginário.
Abraços, logo nos veremos em Franca.
Dorflex, acho q vou apagar a postagem e usar seu comentário no lugar. Em poucas palavras se expressou muito melhor que eu.
Pensando pelo lado bom:
"If today is all we see
Then tomorrow seems to me
Is just an elusion we believe"
E quer saber mais, pra isso acabar logo:
"All I wanna do, is have some fun, I got a feeling, I'm not the only one."
Abraços!
Postar um comentário