quinta-feira, 9 de abril de 2009

Metalinguagem e um desabafo

Metalinguagem é aquela velha técnica que aprendemos no Ensino Fundamental e Médio, que consiste no método de utilizar o "código" para falar (explicar, desenvolver, criticar, valorizar, teorizar) o próprio "código". Essa funciona melhor na escrita e lingüística, porém sempre está presente em coisas (que ,pelo menos, eu acho) geniais.


Formado em 1970, o Kraftwerk foi o conjunto musical alemão pioneiro no cenário eletrônico que, por sinal, era extremamente metalingüístico. Com intenção de criticar e mostrar os problemas da intensidade tecnológica mundial e o contínuo avanço das máquias, a banda utilizou de sons tecnológicos e eletrônicos em suas músicas.
Pra quem não conhece, abaixo tem o vídeo da musica Man Machine que foi gravado ao vivo na turnê Minimum-Maximum.





Há rumores que os americanos do Blind Melon detestam o movimento hippie. Isso é muito estranho, pois no clipe da música No Rain (considerada por alguns One Hit Wonder da banda), eles estão vestidos com roupas hippies, e ralizando gestos e agindo correspondente ao movimento. Seria uma crítcia metalingüística? CERTAMENTE, pois eles estão parecendo um bando de trouxas nesse vídeo! Apesar dos pesares, a música é boa, vale a pena conferir.




Um filme que me fez pensar sobre a mente de pedófilos e mudar minha concepção sobre eles, foi O Lenhador (The Woodsman 2004). Nessa obra, Walter (Kevin Bacon), retorna a sua cidade após sair da prisão e tenta recomeçar uma vida com trabalho, namorada e um lar. Com o desenrolar da novo cotidiano de nosso herói (ex?) pedófilo, a metalinguagem aparece. Na película, Walter usa as ações que mais lhe agradam contra o pensamento do comportamento social e o seu próprio. Dessa maneira começa a enxergar vários ângulos das relações sociais e criar uma certa angústia e raiva por muitas delas, inclusive algumas praticadas por ele.

Na verdade, estou cansado do meu jeito de escrever e do modo como eu faço explicações e analogias, por isso recorro a esse desabafo: Quero uma mudança nesse blog!!!

Tentei inovar, mas acabei sendo mais um vez metalingüístico, pois usei o mesmo estilo de escrita e analogias, para dizer que não quero que as coisas sejam mais assim.


Acho que uma transformação poderia fazer com que meu blog mudasse para melhor, como de: Beatles antes de 1966...





... para: Beatles depois de 1966


Ou então, nem melhor, nem pior, mas apenas diferente, como de: Joy Division...

... para: New Order



Ultimamente tenho me identificado bastante com Rob Gordon (esse cara de óculos na foto ao lado) interpretado por John Cusack no filme Alta Fidelidade (High Fidelity 2000). Então vou mudar um pouco o blog e finalizar a postagem com um top 5 melhores músicas para se ouvir depois de ler esse texto.

5. Temas de fundo Chapolin e Chaves: Excelentes músicas! Nesse vídeo de mais de 9 minutos estão quase todas elas, você pode lembrar da sua infância degustando esses maravilhosos temas.

4. Franz Ferdinand - Dark of Matineé: Você poderia ter uma vida boa se fizesse coisas que gostasse !

3. Garbage - Push it: A deusa em forma de mulher, Shirley Manson, e sua banda, em um barulho que te mantém acordado, sua cabeça explode e seu corpo dói.


2. Jimmi Hendrix - Purple Haze: Apesar do Rock n' Roll não ser tudo na vida, ainda é algo muito importante na minha, então essa excelência quase conquista o primeiro lugar.


1. Wax Taylor - Our Dance: A combinação da cantora Charlotte Savary com o grupo Wax Taylor resulta na música "Our Dance", simplesmente a melhor para ler essa postagem ou para ouvir após a leitura.

Obs: Assistam logo esses vídeos antes que o youtube tire do ar ou não os permita no blog.

Obs 2: Na postagem "O negócio é sublimar", eu tentei não ser vulgar, mas na verdade "sublimar" significa desviar os problemas necessariamente sexuais.

Obs 3: Acho que estou enlouquecendo. E estou gostando disso!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mesa de Bar

Mais um ano se passou, e uma das coisas que eu mais fiz durante esse período foi sentar, beber e conversar. A mesa de bar, na minha opinião, é o lugar onde sai as mais geniais e incríveis idéias. Não precisa ser necessariamente um boteco, mas tamabém um café bar, um restaurante, lojas de conveniência 24 horas e até mesmo uma reuniãozinha caseira.
O grande diretor de filmes, Quentin Tarantino, mostra muito bem essas idéias na mesa de um café, em seu filme Cães de Alugel (Reservoir Dogs 1992). Nesse momento, o personagem Mr. Brown, interpretado pelo próprio diretor, teoriza sobre a música Like a Virgin da Madonna. Segundo ele, tal canção diz sobre um relacionamento da cantora com um homem bem dotado de uma especialidade física/bilógica (se é que vocês me entendem) que a faz se sentir como uma virgem. Na verdade não concordo muito com ele, mas se ouvirem a música inteira, verão que faz sentido.
Essa película é genial, pois quebra todos aqueles antigos conceitos de gangsters até então criados: extremamente malvados, que não dão risada, não fazem piadas e só falam de coisas de gangsters. Dessa vez, é retratado o lado mais humano: eles fazem piadas e conversam de futilidades, como todas as pessoas.


Uma grande discussão sobre comédia e trajédia começa também numa mesa de um barzinho. No filme Melinda e Melinda (Melinda and Melinda 2004) de Woody Allen, alguns amigos estão conversando num café bar, e iniciam tal polêmica para descobrir qual dessas 2 características retrata melhor a realidade. Dessa forma, um dos amigos cria a personagem Melinda (Radha Mitchell), então alguém da mesa interpreta a história como comédia, e o um terceiro membro da roda, como tragédia. No desenrolar do filme, vai mostrando as 2 versões da protagonista.








Certa vez, voltando de uma mesa de bar com os amigos, resolvi ouvir o album Siderado do Skank que estava no carro. Me chamou muita atenção a faixa número 2, pois escutando comecei a perceber que falava do fabuloso Jorge Ben (eu havia esquecido que Do Ben era o título da música). Alguns dirão que foi um ato bem legal da banda fazer essa homenagem, mas infelizmente eu discordo. Na minha opinião eles não fizeram mais do que a obrigação, além do mais, demoraram muito tempo para compor essa faixa. Essa "dívida" com o Jorge Ben existia desde o primeiro disco da banda, pois a música Cadê o Pênalti? (que por sinal é uma das melhores do primeiro album do Skank) foi composta por ele.



Na obra cinematográfica Inteligência Artificial (Artificial Intelligence 2001) de Steven Spielberg, os humanos percebem que estão perdendo sua importância para as máquinas (robôs com aparências humanas necessariamente), então muitos se rebelam e tentam destruir essas "genialidades" que eles mesmo criaram.
Bebendo e conversando com alguns amigos sobre esse assunto, cheguei a seguinte conclusão: ISSO É PURA MITOLOGIA GREGA.
Se seguirmos um racícionio cristão sobre o filme, veremos que Deus criou os humanos, porém esses são seres diferentes e tem visões diferentes do criador. Para não perder a importância, o todo poderoso cria "regras" para que os homens vivam bem e em equilibrio, só que ele não pode entender o sentido dos filhos, já que são diferentes, muito menos os filhos entenderem as idéias do criador. Dessa maneira os humanos avançam e criam as máquinas, o qual também tem outro tipo de vivência. Então mais uma vez acontece dos criadores tentar limitar as criações para não perder sua importância, já que essas são mais adaptáveis a não ter "sofrimento" e a viver "melhor" do que eles.
A mesma coisa acontece na mitologia grega: Titãs criam os deuses que são totalmente diferentes. Esses por não entenderam a visão dos criadores e possuírem certos poderes, os aprisionam e começam a coordenar o mundo de suas maneiras.
Em seqüência criam os humanos, mas os invejam por serem mortais, mais adaptáveis e por terem uma vida de maior intensidade. Sendo assim, também criam regras para exercer o controle, limitar a capacidade das criações e não perderem a importância de Deuses.


Um dia, um amigo e eu, em uma dessas conversas de bar, estávamos comentando sobre os integrantes do melhor programa de humor da televisão brasileira CQC (Custe o que Custar). Esse assunto foi como o Behaviorismo Radical de Skinner, pois eu estava estimulando a mente desse meu amigo dizendo que o Marcelo Taz era um mestre, o Marco Luque era bobo e engraçado e o Oscar Filho era muito animado, piadista e feliz. Logo em seguida, ele veio com uma genial resposta: CARA, SÃO 7 INTEGRANTES DO CQC! DÁ PRA COMPARÁ-LOS AOS 7 ANÕES!!
Conseqüentemente começamos a comparar cada membro do programa com cada anão da Branca de Neve.

Marcelo Taz é um grande humorista, escritor, crítico e repórter. Além do mais ele apresenta e lidera o programa CQC, assim como o Mestre lidera os outros 6 anões com sua experiência. Marco Luque é engraçado, brincalhão e por sinal o mais queridinho de todos os integrantes entre o público brasileiro (ta aí o presidente Lula e a ex-BBB Jacqueline para apoiar essa idéia). Assim como ele, o anão Dunga, além de ter características parecidas, é o que ganha maior afeto dos telespectadores e também o mais protegido pela Branca de Neve. Oscar Filho está sempre animado, brincando, pulando e zuando em suas entrevistas. Não preciso falar que ele é Feliz, né?
Felipe Andriolli é mais quieto, reservado (apesar de ser bem crítico) e também considerado "fofinho" entre as mulheres. Até mesmo a Cássia Kiss, já lhe pediu um bejo na boca durante uma entrevista. Sendo assim, nós o comparamos ao Dengoso. O cínico Danilo Gentilli tem um jeito quieto de quem não sabe nada, mas sempre perturba os entrevistados com suas perguntas e comentários. Ele também tem uma expressão de quem está com sono, assim como o Soneca.

Rafinha Bastos já foi garoto propaganda e é um dos grandes nomes do Stand-up Comedy brasileiro. Os fãs de CQC podem perceber que ele não brinca no quadro Proteste Já, e que se as coisas não estão certas, logo ele se mostra mal humorado, estressado, furioso e Zangado. O irônico Rafael Cortez utiliza poucas palavras, porém de extrema expressivdade, o qual deixa os entrevistados incomodados com suas críticas. Apesar de serem humildes vocábulos, parece mais uma rajada de "verdades jogadas na cara", como se estivesse espirrando em cima de alguém com tudo. Tal semelhança se encontra no anão Atchim.





Já gastei muitos argumentos para dizer que conversar e (talvez) beber com os amigos é bom demais. Então, vou terminar aqui com a música My Friends dos Red Hot Chilli Peppers (que retrata bem a importância dos amigos), e depois entrarei em contato com eles para bater um papo e saborear uma cerveja bem gelada.