sábado, 29 de novembro de 2008

O negócio é sublimar!

Primeiramente, gostaria que todos aqueles que não acompanham meu blog, lessem as postagens anteriores, mas como sei que ninguém vai fazer isso, vamos para o assunto da vez que é Sublimação. Não estou falando da passagem da água do estado sólido para o gasoso, nem de nada que envolva química, mas sim de um mecanismo de defesa, segundo a psicanálise, descoberto por Sigmund Freud. Tal mecanismo consiste no modo que utilizamos para afastar idéias (principalmente sexuais) que nos incomodam, ou seja, quando criamos coisas socialmente aceitáveis (pintar, escrever, dançar, estudar, expressar artísticamente, zuar, fazer piadas, etc) para desviar pensamentos perturbadores.

Para melhor demonstrar o que é sublimação, nada melhor do que usar como exemplo um dos meus favoritos personagens do cinema: Lester Burnham. Interpretado por Kevin Spacey, esse indivíduo tem passado por situações difíceis e complicadas (principalmente com sua mulher e sua filha) envolvendo problemas trabalhistas, familiares, sexuais, morais e sociais. Para aliviar a tensão desses problemas, Lester começa a "sublimar", então entra em constante luta contra o conformismo fazendo tudo aquilo que sempre quis fazer, mas não fazia porque era moralmente ilegal. Dessa maneira o protagonista realiza vários de seus desejos e se sente cada dia mas jovem, saudável e sábio. As grandes realizações de nosso herói está no filme Beleza Americana (American Beauty 1999) de Sam Mendes, vencedor do Oscar em 2000.



O fabulosíssimo escritor português Fernando Pessoa, criou vários heterônimos. Sublimando dessa forma, tal poeta conseguiu viver como várias outras personalidades e também expressar seus mais diversos pensamentos. Entre os heterônimos mais famosos, podemos destacar aqueles que todos já estudaram um dia para o vestibular: Ricardo Reis, Álvaro de Campos e o meu favorito Alberto Caeiro. Tão forte foi esse mecanismo de sublimação, que o autor conseguiu (através do último heterônimo citado) criar uma Filosofia Anti-filosofal, e mostrar a genialidade de questionar valores e não pensar em nada. Abaixo está o poema Tu, místico de Alberto Caeiro que mostra muito bem como é esse pensamento.

Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas.

Para ti tudo tem um sentido velado.

Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.

O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.

Para mim, graças a ter olhos só para ver,

Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;

Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.

Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.




Durante a década de 70, Tony Wilson era inicialmente apresentador de um programa de TV sobre bandas punk, mas depois de ter passado por cima de vários obstáculos se tornou um grande ídolo e realizador de algumas inovações dentro do mundo da música. A sublimação de Tony foi tão elevada, que fez com que criasse a Factory Records, e como conseqüência virasse produtor das bandas Certain Ratio e Joy Division. Além do mais, ele também foi fundador da discoteca Hacienda (que alguns afirmam ser o início do movimento Rave), produtor da banda Happy Mondays e com a morte do vocalista Ian Curtis, manteve os membros de Joy Division e formou o tão idolatrado New Order, dessa vez com o guitarrista Bernard Summer nos vocais.

Um filme que retrata bem as realizações de Tony Wilson e as transições musicais que se passaram no final da década de 70 para a de 80 é 24 Hour Party People.




As férias estão chegando, o verão também, e depois de todas essas informações, a intenção é deixar o simples delírio aflorar, nostalgiar, não perder tempo e se pior não pode ficar, o negócio é sublimar!!!

Sublimando assim, me sinto muito bem, saudável, feliz, vivo e com toda energia correndo em minhas veias. Até mesmo comparo minha disposição com a de um adolescente de 15 anos em que as baladas eram os únicos objetivos, e o sentido da vida se resumia em letras animadoras de popstars. Atualmente os adolescentes tem tendência a gostar de popstars como Rihanna, Ashley Tisdale, Hillary Duff, Vanessa Hudgens, Miley Cyrus, Pussycat Dolls, mas como sou eu que estou me sentindo adolescente, termino a postagem com o vídeo de 2 popstars de minha época: Robbie Williams e Kylie Minogue, juntos, na música Kids.


SO COME ON....... JUMP ON BOARD, TAKE A RIDE!!




YEAAAAAAAAAAHHHHHHHHH

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Não poderia ficar pior

Sabe quando você acha que perdeu a graça, então fica sem graça, se sentindo uma desgraça? Pois é, essa rima foi péssima, só para vocês terem uma noção de como as coisas não vão nem um pouco bem. Atualmente, meu ego está mais fraco do que nunca e estou me sentindo angustiado, depressivo, triste e azarado, ou seja, o pior ser de todos os tempos (não é exagero). Todas essas sensações me fez lembrar de um grande filósofo alemão do século XIX: Arthur Schopenhauer.
Vale a pena citar um trecho de seu texto, Do Sofrimento do Mundo, que me chamou muita atenção:

Se os homens vivessem no país das fadas, onde nada exigisse esforço e onde as perdizes voassem já assadas e recheadas ao alcance da mão, num país, onde cada um pudesse obter a sua amada sem dificuldade alguma, eles morreriam de tédio ou se enforcariam, outros despedaçar-se-iam entre si, causando-se maiores males que os impostos pela natureza.

Talvez ele tenha razão, o sofrimento não precisa ser necessariamente negativo, pois devido a sua existência, também se dá a existencia da felicidade. Se só existissem sensações positivas, seriam encaradas como trsiteza, pois buscaríamos o sofrimento para nos satisfazer. Muito complexo, não acham?


No século XVIII, o iluminista francês Voltaire, em sua obra Candido, faz crítica a filosofia de Liebniz, que defende motivos para não olharmos os problemas do mundo, já que as coisas podem ser muito boas se lutarmos por elas. Nessa obra, o protagonista Candido viaja
por diversos lugares, e por buscar a felicidade, acaba se em encontrando em situações de tristeza, angústia, sofrimento, doença, torturas e problemas. Uma das viagens desse personagem é para a cidade de El Dorado, lugar fictício na América do Sul onde existe muito ouro e outras riquezas, mas nenhum habitante se importa com isso ou com qualquer ambição, busca de prazeres, felicidade e bem-estar. Por incrível que pareça, esse é o local mais feliz que nosso herói encontra.
Faz muito sentido, afinal quando lutamos por algo, torcemos e dedicamos o melhor possível, nada dá certo, as coisas não acontecem como queremos ou simplesmente não acontecem. Caso contrário, se não nos preocupamos nem um pouco com nada, tudo dá certo e as coisas acontecem de um jeito muito melhor do que poderíamos imaginar.


Ninguém melhor que Seu Jorge para falar disso, já que sua em música Mina do Condomínio, é retratado um amor platônico. Esse sentimento é o pior de todos, pois fazemos de tudo para mostrar qualidades pessoais à pessoa que admiramos, mas ela nem sabe que a gente existe ou então faz questão de pensar que não existe, pois não desperta um pingo de interesse a tal admirada. Preferiria eu que essas situações acontecessem apenas nos condomínios, mas elas atuam com grande freqüência principalmente em cidades de origem, cidades vizinhas, universidades, escolas, trabalho e até mesmo em festas. Apesar da música ser cliche, gostaria que prestassem atenção na letra dela, pois é a mais dura realidade de muitos de nós.





Já que estou com azar no amor, deveria estar com sorte no jogo, mas nem isso. Nos últimos dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, aconteceu em Rio Claro-SP o Interunesp, maior evento de jogos universitários do Brasil. Durante esse tão esperado e aclamdo evento, confesso que me diverti muito, mas representei muito mal minha universidade, pois fui eliminado na primeira partida de Tênis. Além do mais, alguns outros fatores desse Interunesp contribuíram para esse meu doentio mal-estar.



É melhor falar sobre o lado positivo de todas essas características negativas (raiva, trsiteza, depressão, falta de sorte, incompetência, etc).



Para todos aqueles que pensavam que a sorte era apenas o encontro da preparação com a oportunidade, o grande cineasta judeu Woody Allen em seu filme Match Point (2005), mostrou que as coisas não são bem assim. Durante essa obra cinematográfica, Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers) toma atitudes sem pensar e acaba passando por situações doentias, sangrentas e extremamente problemáticas, mas devido a sua incompetencia de não realizar bem os seus planos, acaba tendo muita sorte e se livrando de grandes complicações.






Em Garden State (2004), o protagonista Andrew Largeman, interpretado pelo próprio diretor e roteirista Zach Braff, é um indivíduo muito complexo, pois desde a infância sofre por aspectos morais, medicinais, sociais, familiares, depressivos e sentimentais. Apesar dessas condições terem entortado toda sua vida, elas foram necessárias para que ele descobrisse que a felicidade pode ser encontrada em simples fatos, pessoas, lugares e ações.




Me lembro que por volta de 1997 e 1998, levava uma eternidade para passar da útlima fase do jogo de arcade Time Crisis. Terminar esse jogo levou um enorme período, e a impressão que dava, era que nunca ia acabar. Só espero que essa fase (triste, depressiva, azarada, angustiada, mal estar) da minha vida não seja igual a do jogo e não leve tanto tempo para acabar. Se por acaso demorar, espero que pior não possa ficar.





Enquanto fico esperando um milagre me tirar dessa situação, finalizo a postagem com a música Lucky Man (qur inonia esse título hein?) da banda inglesa The Verve, que diz mais ou menos o que estou sentindo.









terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nostalgiando

Toda essa falta de tempo para escrever, tem me tornando muito nostálgico ultimamente. Uma das coisas que fiz durante esse período, foi ressucitar meus heróis dos video-games, afinal, quem não se lembra daquele clássico encanador italiano que usava cogumelos para crescer, flores para atirar bolas de fogo e um estrela para se tornar invencível? Sim, estou falando exatamente de Super Mario, criado em 1981 nos jogos da Nintendo.
Outro herói que me identifico muito é seu concorrente, um ouriço azul super veloz, criado pela SEGA em 1991 para o console Mega Drive: Sonic The Hedgehog. Tal personagem ganhou inúmeros fãs, que mesmo depois da decadência dos video-games SEGA, ganhou sua própria série animada.


Se antigamente eram concorrentes, atualmente aparecem juntos como protagonistas de um mesmo jogo para o Nintendo Wii: Mario & Sonic at the Olympic Games. Pena não ter tal video-game, pois esse jogo promete!!!



Outra coisa que me faz lembrar infância, são várias músicas dos Beatles (maior banda na história do rock e da música), que meu pai ficava ouvindo em casa, principalmente Love me do. No dia 31 de outubro, o Terra publicou uma notícia anunciando uma possível estréia desses rockstars nos games. Segundo a informação, a MTV, a gravadora Apple Corps e a Harmonix se juntaram para criar um game baseado na história dos Beatles, no entanto esse não será mais uma versão do jogo Rock Band e terá um nome definido.



A previsão de lançamento desse novo jogo é para antes do natal de 2009. Para maiores informações, acessem: http://games.terra.com.br/interna/0,,OI3297637-EI1702,00-Jogo+dos+Beatles+e+anunciado.html



Em 2002, Max Payne (Rocsktar e 3d Realms) foi um jogo inovador, pois foi o primeiro a apresentar o tão aclamado Bullet Time: aquele efeito lento que da pra ver as balas das armas se movendo, como no filme Matrix. Esse game conta a história de tal policial que certo dia chega em casa e encontra sua mulher e sua filha(recém nascida) mortas, então decide se vingar acabando com cada membro participante desse maldito plano.
Esse glorioso enredo de ação e vingança acaba de ganhar a sua versão cinemarográfica, estrelando Mark Wahlberg. Abaixo está o trailer do filme, que estréia nos cinemas brasileiros no dia 20 de novembro.







Já que o assunto é nostalgia, me lembro muito bem de quando estudei como eram os Estados Unidos da America antigamente. Até 1965, existiam leis que negavam direitos a cidadãos que não fossem brancos. Como se não bastasse, ainda existiam organizações como a Ku Klux Klan que tratavam os negros de maneira extremamente violenta, pois defendiam o superioridade branca. Tais crueldades levaram ao surgimento de grandes ideais negros, liderados por sábios homens como Martin Luther King e Malcolm X . É uma grande ironia do destino, pois o próprio Martin Luther King, em seu discurso "I have a Dream", acreditava em um país mais justo, com direitos iguais a todos os cidadãos, mas creio eu, que ele nunca imaginava que essa nação seria governada por um presidente negro.



Barack Hussein Obama II é negro, tem nome islâmico e é o atual presidente dos Estados Unidos em pelna crise econômica mundial (quem diria?). Por causa desse fato, muitas polêmicas vem a minha cabeça: Teria ele o mesmo triste fim que John Kennedy teve? Esses fatores colaborariam para uma 3ª Guerra Mundial? Espero que não!

Para finalizar, ofereço aqui o link de um jogo que leva o mesmo nome do título dessa postagem. Jogá-lo é fácil, basta ouvir um pequeno trecho da abertura de desenhos animados antigos e acertar os nomes. Além do jogo, abaixo tem o clipe da música Wishing Well de Terence Trent D'Arby, de 1988 a qual causa uma recordação muito boa de minha extrema infância no fim da década de 80 e início da de 90.

http://www.nostalgiando.com/


domingo, 2 de novembro de 2008

Apenas uma questão de tempo

Nesse caso a questão é necessariamente o próprio tempo. Na Suíça foi construído o LHC (Large Hadrons Colisor), um enorme acelerador de partículas, que com sua grande força, poderia abrir fendas no tempo e em outras dimensões. Mas tudo isso não passa de teoria, pois visto a capacidade dessa enorme "engenhoca", ainda é impossível a viagem no tempo. É uma pena, pois sempre vem aquela velha questão na minha cabeça: "Se um indivíduo voltasse no tempo e matasse seu avô antes de engravidar a sua avó, ele existiria"? Alguns diriam que não, pois se sua avó não ficasse grávida de seu avô, sua mãe não nasceria e conseqüentemente tal pessoa também não existiria. Outros diriam que sim, já que o avô foi morto pelo próprio neto, então foi necessário que esse cidadão nascesse e voltasse no tempo para matá-lo. Enquanto ninguém viaja no tempo para reponder essa pergunta, fica a dúvida no ar.


Nos quadrinhos da Marvel Comics, o X-Man Cable retorna várias vezes ao passado, não para matar o seu avô, mas para salvar seu pai (Scott Summers/Ciclope). Nas sagas: Time Fugitives e Beyond Good And Evil, qualquer destruição ou alteração no passado, modificam sempre as estruturas do futuro, isso significa que se Scott Summers não se casar com Jean Grey, Cable inexiste. Esse acidente acontece um certo dia, e o personagem não pode voltar para seu tempo (futuro), pois assim não existiria, então recorre a ajuda de Wolverine e Gambit, para que una os seus pais. Sim, é doloroso para Logan (Wolverine) fazer sua amada se casar com outro, mas é uma vida importante a ser salva.





Gaspar Noe, diretor do filme Irreversível (2002), defende a idéia de que "O tempo destrói tudo". Tal questão é muito polêmica e impotante pra ser levada em consideração, afinal qual é mais importante ressaltar: "como"ou "quando" interpretamos as situações? Não é a toa que o filme não se passa em ordem cronológica. Esses pequenos detalhes, mudam totalmente nossa visão e interpretação dos "fatos".





Em Feliz Coincidência (Happy Acccidents 2000), o tempo fica em segundo plano, mas não ignorado. Tal filme me despertou um certo questionamento em todos os contextos considerados (politicamente, religiosamente, socialmente, moralmente, fisicamente, medicinalmente, saudavelmente, etceteramente) incorretos. Posso tentar explicar usando esse exemplo: é considerado alcoólatra quem bebe com freqüencia diária, mesmo que seja somente um copo por dia. Mas e se o indivíduo não apresenta problemas sociais, familiares ou pessoais, talvez seja "saudável" para ele ser alcoólatra. Talvez, sem o álcool, ele pudesse ser reprimido, recalcado, ranzinza e depressivo.
Nessa história, Ruby Weaver (Marisa Tomei), se apaixona por Sam Deed (Vincent D'Onofrio) que diz ser um viajante do tempo. Por achar Sam meio louco das idéias, a protagonista se vê na função de romper esse relacionamento, mesmo se sentindo bem com ele. E Sam? Será que ele realmente é um viajante do tempo? São reais todas as coisas que ele diz? Por acaso ele não estaria louco? Só assitindo para descobrir (se isso for possível).


Gravar o primeiro album, Moon Safari, levou muito tempo, então os integrantes do Air colocaram, como última faixa do disco, a música Le Voyage de Penelope. Esta melodia retrata Penelope esperando por muito tempo o retorno de Ulisses. Abaixo tem um clipe da música La femme D'argent que eu gosto muito, e me imagino viajando no tempo, dentro de uma máquina, vendo todas as transições que se passaram e que acontecerão. Além do mais, o clipe está cheio de informações passadas sobre a gravação do Moon Safari, uma pequena retrospectiva da carreira do Air.


É melhor terminar por aqui, afinal já perdi muito TEMPO.

sábado, 1 de novembro de 2008

Simples Delírio

Para iniciar o blog, nada melhor do que a explicação que o leva a ter esse título. De acordo com a linguagem, o idioma (português) e segundo o dicionário Aurélio, delírio significa: 1. distúrbio mental caracterizado por idéias que contradizem a evidência e são inaccessíveis a crítica. 2. Exaltação de espírito; desvairamento. Devido a essas informações, achei importante ressaltar o meu conceito de simples delírio, ou seja, esses pequenos "distúrbios mentais" sem a menor lógica ou sentido, que geram questionamentos e conseqüentemente (muitas das vezes), novos significados e conceitos.

Esses simples delírios (mistura de aspectos conscientes, inconscientes e influências externas e internas) aparecem em pequenos detalhes, por exemplo: o escritor Jules Verne em sua obra Vinte Mil léguas submarinas, que descreve um meio de transporte que se locomove metros abaixo da superfície do mar. Posteriormente a esse tempo, foi inventado um meio de transporte capaz de fazer isso, e recebeu o nome de submarino, devido ao "simples delírio" desse escritor francês, que o havia idealizado antes.

Um vídeo que me chama atenção e me desperta certo delírio, é o início do filme Pulp Fiction de Quentin Tarantino. Após a cena de Yolanda/Honey Bunny (Amanda Plummer) e Ringo/Pumpkin (Tim Roth), são passados os créditos ao som de Misirlou de Dick Dale, e enquanto lemos o nome do elenco, empolgados com a música, ela muda como se estivesse mudando uma estação de rádio, e começa a tocar Jungle Boogie de Kool and the Gang criando uma nova perspectiva e mudando a cena para os personagens Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) e Vincent Vega (John Travolta). Essa idéia não é muito comum em filmes (ao menos não era na época).








A idéia de simples delírio, veio a minha cabeça com o trecho "Lost in cheap delirium" da música Home, do grupo inglês Zero 7 e a cantora dinamarquesa Tina Dico. Minha interpretação sobre essa canção é aquela de quando estamos perdidos em nossos próprios pensamentos, procurando um lugar que chamamos de lar, ou ao menos, idéias que nos satisfaçam. Abaixo está a letra da música e o vídeo do grupo, ao vivo no programa Jimmy Kimmel Live, durante o lançamento do Album When it Falls.




Lost in cheap delirium
Searching the neon lights
I move carefully
Sink in the city aquarium
Sing in the key of night
As they're watching me

Take me somewhere we can be alone
Make me somewhere I can call a home
'Cause lately I've been losing my own

Wrapped in silent elegance
Beautifully broken down
As illusions burst
Too late to learn from experience
Too late to wonder how
To finish first

Take me somewhere we can be alone
Make me somewhere I can call a home
'Cause lately I've been losing my own

Take me somewhere we can be alone
Make me somewhere I can call a home
Won't you take me home
Won't you take me home
'Cause lately I've been losing my own
Won't you take me home





Simples Delírio não se trata de uma questão de doença mental ou algum tipo de loucura, mas sim de um delírio barato, bobo, um pensamento diferente, ousado, incompreensível que faz toda a diferença e nos agrada trazendo grandes realizações e inovações.